Lúcia Lobato é acusada do crime de participação em negócio
Os juízes consideraram Lúcia Lobato autora moral de
forma consumada em crime de participação em negócio relacionado com a
aquisição de uniformes para a guarda prisional.
No
final do julgamento, que começou em Abril, o advogado de defesa da
ministra da Justiça, Sérgio Hornay, afirmou que vai recorrer da decisão,
sem prestar mais declarações.
Lúcia Lobato
começou por afirmar aos jornalistas que não queria recorrer da sentença,
mas, acabou, por remeter a decisão final para os seus advogados.
A
ministra foi suspensa de funções a 20 de Março pelo parlamento
timorense na sequência de um pedido do Tribunal Distrital de Díli para
julgar Lúcia Lobato e um homem identificado como António Araújo Freitas.
O despacho do tribunal referia que os eram "acusados do crime de corrupção, abuso de poder e de falsificação de documento".
Na
sentença lida esta sexta-feira, a ministra da Justiça foi absolvida dos
crimes de abuso de poder e administração danosa e António Freitas
absolvido de todas as acusações.
Após a suspensão
da ministra, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, assumiu a
responsabilidade pelo Ministério da Justiça.