Ex-primeiro ministro
Os manifestantes também protestam na praça Tahrir,
símbolo do levantamento que levou à queda de Mubarak no ano passado,
contra os veredictos pronunciados contra o ex-Presidente e os
colaboradores deste.
"A revolução está em perigo.
Estou aqui para que o regime de Hosni Mubarak não regresse. Protejam a
vossa revolução", afirmou um imã à multidão concentrada na praça Tahrir
antes da oração muçulmana diária.
Jovens
militantes pró-democracia, aos quais se associaram partidos e forças
politicas como a poderosa Irmandade Muçulmana, tinham convocado
manifestações para hoje, "sexta-feira da determinação", para exigir a
aplicação da lei denominada de "isolamento politico" e protestar contra
os veredictos anunciados contra os acusados de assassínio de
manifestantes durante a revolta.
Mubarak e o
ex-ministro do Interior deste, Habib el-Adli, foram condenados na semana
passada a prisão perpétua pela morte de parte dos 850 manifestantes
assassinados durante a revolta, mas seis outros antigos responsáveis da
segurança foram ilibados, provocando a ira de muitos egípcios.
Os
manifestantes também exigem a aplicação da lei de "isolamento
político", que proíbe aos mais altos responsáveis do regime Mubarak de
se apresentarem às eleições.
Ahmad Chafiq foi
autorizado a permanecer na segunda volta das presidenciais pela comissão
eleitoral, que enviou a lei para o Tribunal Constitucional.
O
Tribunal Constitucional deverá analisar a constitucionalidade da
legislação a 14 de Junho, ou seja dois dias antes da segunda volta que
oporá Chafiq a Mohammed Morsi da Irmandade Muçulmana, e mudar o panorama
político, já muito tenso.www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/manifestantes-exigem-afastamento-das-eleicoes-de-mubarak